28 fevereiro 2011

Lucio Costa

Como prometido, hoje irei inaugurar aqui no blog uma nova tag, chamada arquitetos brasileiros!
Nessa seção, irei falar um pouco sobre vida e obra de arquitetos brasileiros (ou de outros países, mas que contribuíram para a arquitetura do Brasil) de maior destaque, priorizando arquitetos atuantes nos séculos XX e XXI. Uma seção boa para oferecer mais uma opção de pesquisa para quem vai fazer trabalhos da faculdade ou quer conhecer mais sobre um arquiteto de que tem interesse.
Para começar, hoje falarei um pouco sobre o grande mestre, o arquiteto Lucio Costa!


Lucio nasceu em Toulon, França, a 27 de março de 1902, e sua família retornou ao Brasil em 1917. Estudou arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, onde depois lecionou, e no início de sua carreira era um entusiasta do estilo Neocolonial. Posteriormente, após ter contato com a obra de Le Corbusier, Lucio passa a projetar de acordo com os cânones modernos, e foi um dos líderes da revolta estudantil ocorrida na ENBA pela reforma do ensino, que era nos moldes Beaux Arts. 


Casa Saavedra
A arquitetura de Lucio ficou marcada pela releitura que fez da linguagem moderna, já que aliou elementos da estética racionalista aos da arquitetura colonial brasileira, característica marcante da Escola Carioca. Suas obras são modernas em essência, mas estreitamente relacionadas com a adaptação ao clima tropical, e o uso de elementos da casa tradicional no Brasil: telha canal, presença de muxarabis, madeira, e azulejos nas fachadas, são algumas características de suas concepções, como o Ministério da Educação e Saúde (1936), o Parque Guinle (1954), e a Casa para o Barão de Saavedra (1942).

Ministério da Educação e Saúde

Mais tarde em 1957, Lucio viria a projetar a sua obra prima, o plano para a construção da cidade de Brasília, o "Plano Piloto", como foi chamado. Segundo o arquiteto, o traçado veio do gesto de demarcar o território, no simbolismo da cruz. Brasília é considerada única no mundo, por ser uma cidade em que os preceitos do urbanismo corbusieriano foram amplamente aplicados.

Parque Guinle

De personalidade mais reservada, após a construção de Brasília Lucio preferiu se dedicar ao seu trabalho no Iphan e sua obra teórica, e aceitou poucas encomendas de projetos, trabalhando mais para familiares. Faleceu aos 96 anos em 1998, deixando um legado importantíssimo para a arquitetura brasileira e internacional. Sem dúvidas, um mestre, cuja obra serve de inspiração à arquitetos de todas as gerações.

Plano Piloto



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