18 abril 2012

Audiência discute separação do paisagismo da arquitetura



Paisagismo do arquiteto Luiz Vieira
Paisagismo de Rosa Grena Kliass

Comunicado do CAU: Na próxima quinta-feira, dia 19/04, será realizada em Brasília uma audiência pública sobre o Projeto de Lei nº 2.043/2011, que regula o exercício da profissão de paisagista, desvinculando-a da arquitetura. 

A Lei nº 12.378, de 2010, que regulamenta a profissão de arquitetura e urbanismo e cria os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo, define as atividades e atribuições do arquiteto e urbanista. Um dos campos determinados é a Arquitetura Paisagística, que prevê a “(...) concepção e execução de projetos para espaços externos, livres e abertos, privados ou públicos, como parques e praças, considerados isoladamente ou em sistemas, dentro de várias escalas, inclusive a territorial”. 

No início de março, o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, e a arquiteta Rosa Kliass, representante da ABAP, acompanhados pelo presidente do CAU/SP, Afonso Celso Bueno Monteiro, e pelo arquiteto Renato Rocha, de Goiás, reuniram-se com a deputada federal Flávia Morais (PDT-GO), relatora do Projeto de Lei n° 2.043/2011, para explanar as atribuições do arquiteto paisagista. 

Na prática, se a separação ocorrer, significa que para atuar como paisagista, o arquiteto deverá comprovar que é formado ou possui pós-graduação na área, ser apenas graduado em arquitetura e exercer a profissão de paisagista, não será mais permitido.

O que vocês acham dessa novidade? É justo? Comentem!




Blogger: 14 Comentários

Larissa 18 de abril de 2012 18:41

Eu não sei se esse é o melhor caminho para garantir uma atuação profissional qualificada ou para vender cursos de pós-graduação. Se por um lado pensamos em flexibilizar os processos educativos, essa decisão o enrijeceria.

Anônimo 19 de abril de 2012 11:02

Nada mais que justo. Todo profissional que tem curso superior em sua área, deve ter seu conselho separado, ou pelo menos reconhecido como integrante de um conselho, o paisagista hoje não é reconhecido como um profissional, ou seja, não tem uma identificação própria.

tet 21 de abril de 2012 14:14

Não acho que seja o melhor caminho
tem muitos arquitetos que fazem bons projetos paisagísticos e que não são paisagistas, então eles teriam que parar de fazer esse lado do projeto por causa dessa nova legislação.
Não acho necessária a separação, e não acho nada prático.

Anônimo 21 de abril de 2012 16:03

A Arquitetura é a ciência que estuda a relação homem x espaço, tendo a capacitação de modificá-lo a seu favor. Sendo assim o Arquiteto e Urbanista estaria sim capacitado a fazer planejamento/projeto arquitetônico, urbano, entre outros, incluindo o paisagismo, que engloba por exemplo a área externa de uma casa, uma praça, um parque...

Marcio 27 de abril de 2012 03:22

É uma vergonha oque esta acontecendo... daqui a pouco vai desvincular o urbanismo (certeza) dai depois vem oque, Iluminação? Historia da arquitetura? não to entendendo só por que os caras são do partido verde querem agradar o máximo possível neh....so falta vim algum partido urbano....dai f*#$@U!!!

Anônimo 28 de abril de 2012 18:44

Concordo plenamente. A Arquitetura e a Arquitetura Paisagista são matérias diferentes que andam de mãos dadas. A arquitetura tem como matéria de estudo o habitar do ser humano, o espaço interior, a sua protecção, etc., enquanto a Arquitetura Paisagista se encarrega de "ordenar o espaço exterior em relação ao Homem"(Caldeira Cabral). Por alguma razão o curso de Arquitetura Paisagista na Europa tem a duração de 5 anos. Não se forma um Arquiteto Paisagista em 3 e muito menos em 2. Penso que a questão não é se as matérias devem ou não estar desvinculada, mas sim que ideia e conceitos errados e incipientes pairam na cabeça das pessoas sobre o papel do Arquiteto Paisagista.

Anônimo 28 de abril de 2012 22:07

Não acho que essa seja a solução, isso acaba fragmentando o conhecimento ainda mais, criando mais burocracia e dando abertura para o oportunismo de pessoas que buscam lucrar com isso. E os conceitos que estudamos na faculdade sobre a Bauhaus, isso é arquitetura, a capacidade de criar espaços integrados. Fragmentando o conhecimento, iremos fragmentar os espaços ...

Anônimo 30 de abril de 2012 16:09

A fragmentação dos espaços não é boa não, você aí tem razão, mas é por isso que o processo projectual deve funcionar em interdisplinaridade e não ser apenas uma soma de disciplinas, ou seja, multidisciplinar. Por outro lado temos de pensar nos tempos actuais e não como era maravilhoso antigamente. Cada vez mais caminhamos para a especificidade das áreas, porque o avanço assim o obriga. Por exemplo, se você tem um veículo ligeiro e preciso de um mecânico, hoje em dia, não vai a um mecânico geral, ou um de aviões, ou de pesados. Você vai a um mecânico especifico de veículos ligeiros, certo? Sei que o exemplo não é dos melhores, mas penso que dá para perceber a ideia.

Anônimo 9 de maio de 2012 11:39

Improducente esta proposta, pois, conforme a atribuição do arquiteto, organizar o espaço para o uso das instituições humanas, não se restringe apenas ao interior da edificação, mas sim a todo o espaço e seus lugares internos e externos, assim a arquitetura do espaço exterior considera a manipulação e revitalização dos lugares e elementos da paisagem exterior, uma vez que o exterior e sua paisagem são indissociaveis...

Anônimo 9 de maio de 2012 12:56

E os arquitetos que já trabalham com paisagismo, inclusive com comprovações através de ART's, vão deixar de trabalhar nessa área até concluírem algum curso de pós-graduação? Acho que quem tem experiência comprovada deveria continuar atuando... o que não impede que se busque mais informações e aperfeiçoamento através de cursos.

Mariana da Construção de Casa Nova 24 de junho de 2012 18:51

Nestas ocasiões, temos que analisar bem antes de emitir uma opinião.

Anônimo 9 de novembro de 2012 22:55

Quando a Arquitetura batalhou para ter um conselho próprio e se desvincular da Engenharia, os arquitetos acharam mais que justo. Mas, agora não querem perder uma parte desse mercado para aqueles (os paisagistas) que estudaram e são melhores preparados para tratar da paisagem. Sou a favor da separação, pois estou cansada de ver projetos paisagísticos medonhos feitos por arquitetos. Chega de palmeiras e muros de hera!

Anônimo 10 de novembro de 2012 19:55

Para o anonimo acima: ser formado em agronomia ou paisagismo nao garante tbm que o projeto vai ser bom, e o de quem eh arquiteto, ruim...vc esta sendo muito radical.
Eu concordo q haja sim uma separacao, mas no curso de arquitetura tbm temos disciplinas de paisagismo, e existem as pos graduacoes sobre o tema q os arquitetos podem cursar e se especializar. Generalizar que todo projeto de paisagista eh bom, e entendido do assunto, e td projeto de arquiteto tem muro de hera e palmeira, me desculpe, é muita ingenuidade.

Anônimo 10 de abril de 2014 12:53

Ao arquiteto falta conhecimentos de botânica, agronomia e em alguns casos, artes plásticas, sem contar Direito Ambiental. Aos agrônomos falta projetação, arquitetura, urbanismo. e assim por diante. A consciência de que Arquitetura da Paisagem é um conhecimento multidisciplinar é a base da proposta de regulamentação desta profissão. Por que não acompanhar a realidade do mercado internacional? Período de adaptação é necessário porque ainda estamos presos a Decretos de 1933 onde ainda existia a figura do engenheiro-arquiteto. Engessar o conhecimento e a dinâmica profissional é algo totalmente contraditório com o pensamento livre e dinâmico que deve acompanhar a Arquitetura, Engenharia, Urbanismo e por que não, a Arquitetura da Paisagem. Vini

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